Alunos e professores do grupo de risco. O que se irá fazer?

 

As escolas estão a preparar-se para arrancar o ano letivo em regime presencial

 

As escolas estão a preparar-se para arrancar o ano letivo em regime presencial e, por isso, não têm orientações para planear aulas à distância para os alunos integrados em grupos de risco, assumiu ao JN o presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, que pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação (ME).

 

A dúvida quanto à solução para alunos, professores e funcionários em grupos de risco terá sido colocada nas diversas reuniões, feitas por regiões, entre os diretores e o secretário de Estado Adjunto da Educação, confirmaram ao JN diversas fontes. E a resposta terá sido sempre a mesma: o regime presencial de aulas é incompatível com teletrabalho e, por isso, professores ou funcionários que não possam assegurar o serviço terão de pôr baixa. E os alunos de justificar as faltas. Confrontado pelo JN, o ME não confirmou, nem desmentiu a informação e também não esclareceu se está a preparar uma solução.

 

Ontem, o diretor-geral do departamento europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, sublinhou ser mais prejudicial para os alunos manter as escolas fechadas do que reabri-las. A OMS alerta para o risco dos alunos serem deixados para trás, mas deixa ao critério de cada país a decisão sobre a retoma do ensino e procedimentos a adotar para grupos de risco.

 

Também ontem, o primeiro-ministro António Costa sublinhou que o país não vai voltar a encerrar todas as escolas. "Não vamos poder ter no próximo ano a capacidade de resposta que tivemos em março", assegurou.

 

Docentes:

Mário Nogueira estima que cerca de 12 mil professores pertençam a grupos de risco (cerca de 10% da classe). O líder da Fenprof reivindica que os docentes tenham as mesmas regras que os restantes trabalhadores. "Os professores não podem ser excluídos do regime geral para grupos de risco".

 

Já a presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) defende que se possa continuar a poder optar pelo teletrabalho. "Seria completamente injustificado e até chocante a opção pela não manutenção do regime do teletrabalho, sujeitando estes docentes doentes de risco ao regime das baixas médicas com perda de rendimentos que podem ir até aos 45%", frisa Júlia Azevedo.

 

"Obviamente, estamos muito preocupados", disse Jorge Ascenção. O presidente da confederação nacional de pais (Confap) acredita que as escolas possam preparar uma solução para os alunos em grupos de risco.

 

"Não há de acontecer em todas as turmas. É uma questão de organização. A possibilidade de o ensino à distância tem de existir para situações de exceção extremas", argumenta, recordando que as escolas têm de aprovar planos para três cenários e o regime misto já responde a estes alunos.

Eu também faço parte dos alunos de risco, e às vezes tenho receio de ir à escola em setembro.

Como até à data o ME ainda não deu as orientações vamos esperar.

Vamos esperar pelas informações do ME, e espero que se encontre a solução mais indicada para os alunos de risco e para os professores.

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