Colégios privados preparam o próximo ano e tentam travar contacto entre turmas


O jardim escola João de Deus, no Porto, tem só uma turma por ano de escolaridade, com meninos dos três aos dez anos
Foto Artur Machado/global Imagens




Escolas internacionais, colégios e creches prepararam o regresso às aulas, na próxima semana, com "turmas bolha" e ensino à distância, como plano B, caso a pandemia de covid venha a condicionar o ensino presencial. Estas escolas começam a receber alunos a partir de 1 de setembro, pelo que estão a ultimar preparativos para minimizar as hipóteses de contágio. A partir do dia 14, será a vez de as escolas públicas iniciarem um ano letivo atravessado de incertezas.





Uma medida comum nas escolas internacionais é a organização por bolhas, na qual cada turma tem horários e circuitos que minimizam o contacto com outras turmas. Assim se diminui a hipótese de contágio e, se algum alunos adoecer, só a sua turma irá para casa. Na PaRK International, em Lisboa, a presidente Barbara Lancastre especificou que foi atribuída uma cor a cada bolha: "Os circuitos, salas, casas de banho e zonas de recreio encontram-se marcadas com a cor de cada Bubble".





Equilibrar segurança e ensino





A par do sistema de bolha, as escolas criaram vários circuitos e horários desfasados (de entrada, saída e refeição) e reforçaram a limpeza. O objetivo, disse Rita Dantas, da comunicação da Deutsche Schule Lissabon, é "garantir a higiene e desinfeção regular dos espaços e impedir ao máximo o cruzamento entre grupos" e, em paralelo, "manter um ambiente de alguma normalidade e uma atmosfera de aprendizagem positiva".





Muitas escolas vão, ainda, medir a temperatura aos alunos ou pedir aos pais que o façam, em casa. Quanto aos professores, a Oporto British School é uma das instituições que compraram testes, para se certificar que não estão doentes - pelo menos no início do ano. Além disso, tentará saber onde docentes e estudantes passaram férias. Se tiverem estado numa zona de risco, disse Mafalda Pinto, do gabinete de comunicação, "serão aconselhados a ter aulas remotamente no início do ano".





O ensino à distância está, aliás, previsto pela generalidade das escolas, caso a evolução da pandemia obrigue a um regime misto de aulas (presencial ou à distância) ou até 100% pela internet. A Carlucci American International School Of Lisbon está entre as que admitem fazê-lo logo no início do ano, por exceção. É o caso dos alunos que tenham que ficar em casa ou fiquem retidos noutros países, afirmou Maria Barral, responsável pela comunicação.





Na St. Dominic"s International, o plano de regresso às aulas está certificado por um auditor externo, assegurou Catarina Formigo, da direção da escola: "O nosso plano foi auditado pelo Instituto de Soldadura e Qualidade, somos a única escola com o selo de garantia Covid Out".





Fonte: JN






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