Regresso às Aulas | Como Motivar?






Voltar à rotina escolar acarreta uma montanha de emoções para a família: as férias acabaram, as brincadeiras na piscina deixam de ser diárias, os pais voltam ao trabalho e a saga do despertador, que espalha a o seu chinfrim pela casa às 6h30, vestir, preparar a mochila e a lancheira, fazer os trabalhos de casa e deitar às 21h (quando eles deixam)… este cenário parece-lhe familiar? Sendo que este ano existe um convidado indesejado – o Covid-19, que acrescentou ansiedade, stress e algum receio às rotinas de pequenos e graúdos. Este será um regresso às aulas com sabor agridoce: queremos voltar, mas queremos que a nossa família esteja em segurança!





1. O Dia ‘Nacional’ do Regresso às Aulas:

Procure associar memórias e estímulos positivos ao dia de regresso às aulas, ano após ano, criando um ritual divertido em família: nos últimos dias de férias, crie um jogo em que, por cada ‘rotina’ recuperada, recompensa a criança – acordar cedo, arrumar a secretária e preparar tudo para o dia seguinte, recuperar hábitos de leitura, fazer exercícios de matemática, reduzir o tempo em frente à televisão, até deitar cedo. No primeiro dia de aulas, pode preparar um pequeno almoço divertido para toda a família, com direito a panquecas com ‘sorrisos de mel’, ovos mexidos com fiambre e batidos de fruta coloridos. Como em setembro, os dias ainda são longos e solarengos, pode fechar o dia em família com cheirinho a férias, com um passeio ao ar livre, um mergulho na piscina ou um pôr do sol na praia.





2. Motivar é meio caminho, mas dar o exemplo é outro tanto

O lema “faz o que eu digo e não o que eu faço” é um arqui-inimigo do processo de educação dos mais novos, que aprendem e absorvem mais o que vêm do que o que ouvem. Assim sendo, deve fazer parte do processo de regresso à rotina da escola, uma conversa sincera e descontraída com o estudante (seja ele criança ou adolescente), de partilha das suas boas memórias dos ‘dias de estudante’ e os benefícios de estudar para a sua vida. Use o seu exemplo, e mostre como o estudo o ajudou a nível pessoal, relacional, social e profissional. Se quiser ir mais longe, pesquise sobre o percurso dos seus heróis, figuras de referência ou grandes mentes do século, mostrando como a aquisição de conhecimento e empenho os ajudou a alcançar grandes feitos. Por isso, mesmo que estudar tenha os seus momentos de ‘seca’ e aborrecimento (porque tem e todos nós nos lembramos deles), cabe aos pais e pessoas do lar mostrar como estudar, com afinco e dedicação, é importante para uma vida feliz.





3. Compras, Alegria para Todos

Quem não se recorda do frenesim e alegria de comprar os materiais escolares e cheirar os cadernos novos? Então, agora, com tantas opções, cores, texturas e temas… a festa está garantida! Faça da compra destes materiais um ritual em família, seja ele em loja física ou virtual. Para além de envolver a criança e jovem, garante que estes materiais são do seu gosto e adaptados aos seus métodos de estudo. Quando os cadernos e canetas chegam a casa é altura de dar aso à imaginação e criar peças únicas e divertidas: papel, borracha eva ou películas coloridas podem decorar (e proteger) os seus cadernos em equipa! Também podem criar marcadores de livros divertidos, entre outros materiais complementares..





4. “Feng Shui” do estudante: Organize o espaço, convide ao estudo

Preparar o espaço de estudo da criança e jovem ajudam a abrir a época de regresso às aulas: este deverá ser um local bem iluminado e recatado, onde a criança se sinta confortável e distante de todos os distrativos, como telemóvel, televisão e jogos. Reserve neste espaço uma cadeira para um convidado especial – você! Sim, você faz parte do círculo de confiança e conforto da criança e deverá manter-se por perto para apoiar caso surja alguma dúvida ao estudante.





5. Dê-lhes tempo: tempo para se adaptarem, e do seu tempo para os ajudar

Apesar de, normalmente, as crianças e jovens terem mais facilidade do que os adultos na adaptação a novas circunstâncias, também eles precisam de tempo para voltar à normalidade. Mantenha-se atento, mas não entre em pânico se estes se mostrarem mais cansados ou tristonhos nos primeiros dias. Afinal, deixou de passar tanto tempo com os pais, os amigos podem ter mudado de escola, ou o namorico de verão pode ter ficado no Algarve. Converse com eles, e crie uma relação de confiança e partilha de experiências. Também é importante que tenha tempo para os acompanhar na concretização das suas tarefas escolares: existem vários estudos que mostram que o estudo acompanhado de perto e em equipa, pode fortalecer o gosto pela aprendizagem. O mais difícil é ´ganhar tempo´, mas este é um esforço que vale a pena e é indispensável para o crescimento do estudante.





6. Longe dos ecrãs, longe das insónias infantis

De acordo com a Dr.ª Sheri Madigan, coordenadora de um estudo desenvolvido e publicado por investigadores da Universidade de Calgary, “as crianças em idade pré-escola, que passam muito tempo à frente de um ecrã, de dispositivos ligados à internet, televisão ou outros meios digitais, apresentam défices de aprendizagem quando entram na escola”. Estes hábitos revelam impactos negativos no desenvolvimento físico, cognitivo e comportamental que, quando não quebrados, impactam os restantes anos de aprendizagem da criança. Para além da aprendizagem, a exposição prolongada a estes equipamentos, especialmente dos smartphones, tablets e computadores que emitem a apelidada ‘luz azul’, afeta o relógio biológico do cérebro e a produção da melatonina, hormona responsável pela regulação do tempo e qualidade do sono (Sociedade Europeia de Endocrinologia, maio de 2019). Vários são os estudos que indicam os seus malefícios, no entanto é utópica (e fonte de muitos conflitos familiares), a ideia de retirar estes equipamentos a crianças e jovens – fazem parte do estilo de vida moderna. Alternativamente, sugerimos que, em família, criem rotinas e horários saudáveis para o uso do telemóvel e computador. Estes equipamentos não devem ser usados até 2/3 horas antes da hora de deitar, sendo que a criança e o jovem estudante devem dormir cerca de 10 horas por dia. Com tranquilidade e transparência conseguirão encontrar o equilíbrio e vencer este desafio!





7. A alimentação e o exercício físico são o espelho do bom estudante

Uma alimentação nutricionalmente pobre, exagerada em açúcar, gordura e alimentos processados condena, não só, o desenvolvimento do corpo, mas também do cérebro. De acordo com o COSI Portugal 2019, coordenado pelo INSA, acerca de 29% das crianças portuguesas revelam excesso de peso, sendo que 15,3% das crianças de oito anos e 10,8% de 6 anos são consideradas obesas (5,4% e 2,7% com obesidade severa, respetivamente). Também em 2019, o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto realizou um estudo que envolveu mais de cinco mil crianças da Área Metropolitana do Porto, concluindo que a obesidade infantil está a crescer em Portugal e não a estabilizar, como acontece em alguns países da Europa.

Para além de afetar a saúde cardiovascular em tão tenra idade, o peso a mais e a obesidade infanto-juvenil influenciam a autoestima e a relação com o corpo, numa fase em que as emoções estão todas à flor da pele. Por consequência, a deficiência de nutrientes essenciais prejudica, também, a capacidade cognitiva e de concentração dos mais novos.

Assim sendo, como educadores, é importante estarmos atentos à dieta diária das crianças. E como? Tudo começa em casa e nos hábitos alimentares que partilhamos em família: se um jovem estiver habituado a uma alimentação regrada, saudável e rica em legumes e fruta fresca, naturalmente não cederá tão facilmente às tentações. Procure enviar-lhes lanches e marmitas saudáveis e sensibilizá-los para a preferência dos almoços na cantina, que normalmente são desenvolvidos e adaptados por nutricionistas.

Outro desafio, inerente aos tempos da internet fácil e smartphones, é arrancar as crianças do quarto ou convencê-las a descolar os olhos dos ecrãs. Mas também sabe que as crianças que praticam exercício físico, para além de serem mais saudáveis e desenvoltas a nível motor, também revelam maior rendimento escolar. Para além do aumento da autoestima, é sabido que a prática desportiva prolongada e regular ajuda a produzir e libertar endorfinas, conhecidas como as “hormonas da felicidade” . Mais uma vez, o ensino ‘por exemplo’ é a melhor técnica: dê uma caminhada, vá de bicicleta para a praia ou promova atividades e desafios desportivos, tudo em família. Crie hábitos saudáveis junto dos mais pequenos, mas também, memórias felizes que perdurarão para toda a vida.





8. Máscara anti-COVID-19: Pela sua saúde, e de todos os que o rodeiam!

Só de pensar em enviar os miúdos para a escola e imaginá-los a conviver com pessoas diferentes do seu lar, o coração já fica “apertadinho”, não é? Este é um sentimento mais que válido, afinal enfrentamos uma pandemia global, algo que esperamos não viver novamente. Teremos de voltar à ´normalidade´, com a consciência familiar de que deveremos tomar as devidas precauções.





Fonte: WOOK


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Este blog foi criado por um aluno do Ensino Básico, com objetivo de informar e ajudar a comunidade educativa, partilhando opiniões, notícias e materiais de apoio. Este espaço foi criado a 17 de julho de 2020, durante as férias de verão. Esta casa tem vindo a crescer dia-a-dia e espero ficar aqui durante longos anos. facebook blogger

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