"Pedimos desculpa por esta interrupção, a Educação segue dentro de momentos" - Filinto Lima


Perguntas Politicamente Incorretas A Filinto Lima, Presidente Da ANDAEP |  ComRegras




Os últimos dias foram dos mais mediáticos, imprevisíveis e insanos que a Educação já viveu. Aconteceu de tudo um pouco, de entre surpresas, negas, promessas, anúncios... e, ao que parece, novas aventuras se perfilam.





A aparente e gradual convergência dos peritos de saúde relativamente ao encerramento das escolas, a par dos números arrasadores que, dia após dia, nos abalam e comovem e, ainda, a pressão insistente da opinião pública foram dos principais fatores que fundamentaram a decisão comunicada ao país pelo primeiro Ministro.





Contudo, a efetivação do encerramento das escolas surpreendeu: se todos contavam que os alunos e professores iriam para casa nos próximos dias, poucos adivinhariam a "suspensão das atividades letivas e educativas" como solução substantiva de suporte à deliberação, originando a consequente alteração/reorganização do calendário escolar.





Considero ter sido uma cartada (arriscada?) do governo, não só motivada pelo incumprimento da promessa de assegurar no arranque do ano letivo "a universalidade do acesso às plataformas digitais para todos os alunos do ensino básico e secundário", mas particularmente pela inevitabilidade da assunção da implementação da medida - ensino a distância - após o dia 5 de fevereiro.





Como tenho reiterado, as escolas dispõem como documentos relevantes 3 planos de ensino - presencial, misto e não presencial, atempadamente aprovados pelos respetivos órgãos de gestão e administração. Em paralelo, e comparativamente com o ano transato, existem mais computadores (embora ainda muito aquém do desejável) para os alunos, e assistiu-se a um aumento exponencial da literacia digital, daqueles e dos professores.





E no entanto, na premência de se ter de migrar para o ensino on line (não presencial), o governo opta pelo adiamento dessa deliberação, seja pela incapacidade desta modalidade de ensino assegurar a equidade no acesso às aprendizagens, seja pela ausência de equipamentos, condições físicas ou outras ao serviço dos nosso alunos.





Assumido como o derradeiro recurso a que se deve deitar mão, no presente, para ajudar a debelar tão gravoso problema de saúde pública, o plano de ensino não presencial colhe a (quase?) consensualidade de opinião dos portugueses no que respeita a se afirmar um ensino de emergência, iminentemente injusto, desigual, deixando ainda mais para trás os alunos com maiores dificuldades e/ou fragilidades, mormente quando se vai descendo de nível de ensino, sendo um fator decisivo no aumento da taxa de abandono escolar.





Claramente, faz emergir graves desigualdades sociais e, elenco como as mais notórias e impactantes a falta de condições de trabalho/estudo em casa de alguns dos discentes, não podendo abstrair-nos do facto dos inúmeros alunos (muitos!) que, durante todo o ano, não dispõem de ambiente familiar favorável e estruturante, nem condições logísticas onde realizar o seu estudo, em alguns casos, não tendo onde colocar o computador (se o tiver) ou mesmo possuir um telemóvel adequado para assistir às aulas.





E levantam-se as seguintes questões: O regresso a estas decorrerá nas escolas? Em casa? Todos os ciclos de ensino serão alvo do mesmo destino? Seguramente que os especialistas da saúde pronunciar-se-ão, lá para o final da segunda semana em que o ensino se encontra em stand-by, sobre o que se perspetivará para o futuro próximo, impondo-se que estas opiniões avalizadas sejam respeitadas, dado imperar um tempo da ciência e não da política.





Qualquer que seja a medida definida, deverá ser acompanhada, entre outras, do reforço da responsabilidade parental, não substituindo outras medidas igualmente fundamentais.





As escolas continuarão a acolher e a alimentar os seus alunos, abraçando e reafirmando a sua faceta social, que muito nos deve encher de orgulho, sabendo, também, valorizar os seus profissionais, a quem direciono os mais rasgados elogios.





Fonte: ″Pedimos desculpa por esta interrupção, a Educação segue dentro de momentos″ - TSF


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