Só em março de 2023?! - Manifestação para 4 de Março

Numa altura em que os professores e o S.TO.P lutam por um objetivo, temos sindicatos que marcam manifestações só para março! Que tipo de representação têm os professores? Parece que os sindicatos andam a atrapalhar em vez de ajudar. 👀
“Não tem sentido, neste momento, entrarmos em determinado tipo de acções absolutamente radicalizadas num momento em que está suspensa a negociação”, justificou Mário Nogueira.

Sindicatos de professores convocam manifestação para 4 de Março | Educação | PÚBLICO (publico.pt)

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou, nesta segunda-feira, a realização de uma manifestação em Lisboa a 4 de Março, que será convocada por por oito estruturas sindicais.

O protesto, que se realiza a um sábado, e que Mário Nogueira espera reunir milhares de professores à semelhança da manifestação de 2008, foi convocado pela Fenprof e os sindicatos independentes ASPL, a Pró-Ordem, o SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU. A Federação Nacional da Educação (FNE) não se juntou a esta plataforma sindical.


Em conferência de imprensa, na Escola Secundária de Camões, em Lisboa, o secretário-geral da Fenprof explicou que um dos motivos para o protesto é o processo negocial em curso sobre o regime de recrutamento e mobilidade de professores, que será retomado a partir do início do próximo ano, mas não é o único e, por isso, a manifestação irá manter-se independentemente da forma como decorrerem as próximas reuniões com o Ministério da Educação.

“A grande manifestação não será uma manifestação por causa dos concursos, do salário, ou por causa de um assunto concreto. Terá um grande lema”, afirmou, sublinhando que “a profissão de professor tem de ser uma profissão com futuro e para isso tem de ser atractiva, dar estabilidade e ser valorizada”.

Além do regime de recrutamento, Mário Nogueira referiu questões salariais, a contabilização do tempo de serviço, as vagas no acesso aos 5.º e 7.º escalões, o envelhecimento da classe docente, a precariedade, a valorização da profissão e as recentes alterações no regime de mobilidade por doença.

“O Ministério da Educação, além dos concursos, tem de estar disponível para negociar outras matérias e sabe bem quais são, porque repetidamente as temos colocado nas reuniões e repetidamente têm sido adiadas”, afirmou.

Para já, a greve não foi opção para as oito estruturas sindicais, mas Mário Nogueira não a afasta, remetendo para um momento mais adequado, e admite a possibilidade de paralisações mais prolongadas, em vez de um dia de greve nacional, mas em moldes que não prejudiquem os professores.

Defendendo que os professores não podem suspender a sua acção, o dirigente sindical considera que “não tem sentido, neste momento, entrarmos em determinado tipo de acções absolutamente radicalizadas num momento em que está suspensa a negociação”.



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